20 de out de 2015

Dilúvio

Eu sabia do clichê
E ainda assim, resolvi...

Aguardei abrir pra passar.

Será que demora?
Como a maré,
A encher o mar.

Será...?

Que manhã é essa?
Que vem Sol,
E o frio ousa ficar.

Será que era verdade,
Você não vai me esperar?

Resolvi fazer café...
Me esquentar,
Sentei pra descansar.

Será mesmo...?

Não acredito!

Seria esse o fim do nosso amor?
Um lugar-comum à dor,
Ou o mundo a se acabar.

Parei pra pensar.

Será que era isso que dizia na carta?
Borrões que não pude decifrar,
Palavras que a chuva resolveu apagar!

Será?

Aguardei abrir pra passar?
Secar,
E molhar outra vez!


Por Vitor C. Ramos

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29 de mai de 2015

Foda-se

Foda-se o sarau
Teu lugar
É no meu lugar

Azar do seu desejo
Que deseja ficar
Mas quem manda no querer

Querer ficar
Queria estar
No teu lugar

Recitar um par de poemas
De letras, rimas e dilemas
Expressar o desejo que está a me governar

Dialogar sem verbalizar
Encher a boca em teu olhar
Encher um poema de nós

Encher um pouco de mim
De você
Um pouco de cada ser

Foda-se o que forem pensar
Meu desejo é estar em qualquer lugar
Que você desejar

Por Vitor C. Ramos

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14 de mai de 2015

Errátil

Uma aventura errante
Um louco principiante
A vaguear

A torto e a direito
Dizia assim:

"- Aqui é meu lugar"

Passava dia
Passava ele
Só desejava poder
Poder partir

Pra poder chegar

Poder matar a saudade
Podia cansar
E sair

Podia voltar
Sempre voltava

Podendo amar
Saia a procurar

Sempre voltava

De alma vazia
Esperando um dia

Poder ficar.

Por Vitor C. Ramos

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Amante

Perdi-me
Em um olhar mendigo

Um fulgor de tarde

Sob as pontas dos dedos
Tracei o sinuoso
De teu corpo

Um princípio de desatino
Um delirio

Sob a leve sombra
Do pudor

Sem saber
Afugentou do peito
O desamor
E ali, se abancou

Em poucos dós
Fez canção

E de nós
Um verso inacabado

Por Vitor C. Ramos

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13 de mai de 2015

Desatino

Há uma angústia
Contida em cada ser
Um segundo
Em cada minuto

Uma realidade

Em cada face
Um sorriso de fachada

Uma realidade subjetiva
A vista de cada ser
Um ser de cada vista

Loucos lobotomizados
Riem-se as custas
De cada lúcido

O mais louco por ser.

Por Vitor C. Ramos

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28 de mar de 2015

Presente

Preciso renovar meu vocabulário
Eu abro o dicionário
E me deparo com as mesmas palavras
Sempre as mesmas
Letras

Preciso mudar o tempo
Eu começo a conjugá-lo
E me deparo
Sempre o mesmo
Passado Presente

Preciso sair desse pretérito imperfeito
Mudar para um Futuro
Próximo distante
Um Futuro Presente
Fulgente

Por Vitor C. Ramos

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22 de mar de 2015

Um segundo!

Amanheceu
Todo em branco
Um pálido encanto
Nenhum choro, ou pranto

Tudo calado
Um mundo silente
A vizinha não bradou
O sabiá não cantou

Tudo sumiu
Desapareceu
O universo se resumiu
Sublimou

Um sublime encanto
Uma pausa
Ao quebranto
A todo o desencanto

Um minuto
O ausente desencanto
Um descanso
Um segundo!


Por Vitor C. Ramos

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18 de fev de 2015

Ausência

Sem amor
Meu coração vagueia
Sereno
Cruzando o plaino
Em desencanto

Sem razão de ser
Há sempre aquela hora
Em que a tristeza aproveita pra entrar
E na ausência de paixão
Toma conta do lugar

Em razão de viver
Há sempre a esperança
Encontrar amor
Encontrar um olhar
Uma boca fresca
Pra me entregar

Alguém pra morrer de amor...

Por Vitor C. Ramos

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