28 de out de 2012

Agonia

Deitada com o coração as mãos
A noite
Com o medo a aflorar em seu colo
Perfumado e nu
Por falta de amor não desfaleça
Antes de ouvir no peito
Canção

A luz apaga
E teus aflitos olhos as cercam,
As paredes,
Em tentativas falhas
De encontrar
Ardor
A dor

Irrompe
Janela adentro
O rigor em feixes flamejantes
Um fulgor
De olhos castanhos esverdeados
Melhor diria
Olhos de se apaixonar

Encerra
Este soluçar de dor
Estendido por tua maçãs
Revolta, se levanta
Que seja por vingança
Me ama
Até manhã

Transforma
Tua agonia em harmonia
Estende teu suspirar
Aos ouvidos, de quem jamais ira te navegar
Ao coração, de quem jamais será paixão
Em teu coração

Por Vitor C. Ramos

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14 de out de 2012

Ser

Em pouco
Surgiu
Devastador
Destruidor
Exterminador

Espécie que só causa dor

Por Vitor C. Ramos

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Encantar

Escondida
Sobre minhas
Roupas velhas

Deitava-se
Elegantemente
Um corpo
Torto
Duro

Meus dedos
Contaminados
Congelados
Lutam para lhe tocar
Delicadamente
Com medo
Zelo de desgarrar tua essência

Em uma forma
Única
Como
Cada gota do orvalho
Lhe faço cantar
Sobre a arritmia
De meu coração

Cada nota entoada
Passa pela janela
Encanta a garota nua
Do outro lado da rua
A faz delirar
Faz-nos pensar
Nos faz cantar

Por Vitor C. Ramos

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13 de out de 2012

Monstro

Mesmo o mais cego
Que eu possa me tornar
Ainda sinto
O cheiro
O gosto da memória

Teu licoroso
Asqueroso
Veneno
Lúdico
Cáustico
Cega
Mata
Aleija

Monstro
De maquilagem borrada
Sedução deformada
Corpo de favela
Cabeça de donzela
Nega no gesto
O sangue de meretriz

Imortal
Devora meu peito
E se deixa arrepender
Segundos antes da morte
De sua metade
Meio fera, meio bela
Musa encantada
Fantasia

Por Vitor C. Ramos

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