9 de fev de 2017

Guarnição

Um minuto
Um furto a paz
Um mergulho em sofreguidão
Uma hora a menos ao seu coração

Alguns vem portando armas aos dentes
Outros só conhecem o fio da navalha
Quando esta lhe parte o coração

A solidão é vasta em meio ao campo de batalha
Quantos são os que te apoiarão em meio a confusão?
Quantos estarão prontos pra te apoiar quando fores ao chão?

Por Vitor C. Ramos

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Irracional

Não sei mais que horas são!
Não sei a quem pertence esta nação
Nem sei ao certo quem são!

Não sei quem proferiu as ordens
Sequer estava lá para ouvi-las!
Muito menos para segui-las.

Não sei quantos são,
De onde vem
Nem para onde vão 

Pouco sei sobre a questão 
Sei que esse bando pode ser rebanho,
Como pode ser a milicia de vossa execução!

Se forem meus irmãos
Ainda com compaixão,
Me entristeço em pena, rancor e aflição!

Todos estão perdendo a razão.
Lucidez sobre os fatos está fora de questão!
Todas as palavras são cheias de versões.

Acredito que até meus olhos são capazea de traição
Me contando meias verdades,
Me privando a razão.

Não há verdade sequer em vossa respiração!

Por Vitor C. Ramos

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14 de ago de 2016

Encontro das horas

Fazia hora,
sentado no degrau...

Fazia hora na porta,
na escada
no quintal!

Foi fazendo hora,
vi você passar...

Hoje faço hora pra você!
Pra poder te ver,
e te beijar.

Fazia hora,
que esperava te encontrar...
E fazer hora com você!

Por Vitor C. Ramos

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29 de jul de 2016

Irmão menor

Irmão menor é problema
A culpa sem ter culpa
É brigar sem se querer
É desculpa pra safar o outro de apanhar

Irmão menor é fogo
Mexe em tudo
Nunca sabe o que é  meu
E sempre acaba em confusão

Só eu posso com meu irmão
Mexeu com ele
Vai levar um safanão!

Só eu que posso com meu irmão

Irmão é assim
Eh sarna, fogo, folia e quebração!

Irmão menor é benção
Pra ter com quem dividir a culpa
A surra
E nunca ficar na solidão

A melhor coisa
É ter um irmão.

Por Vitor C. Ramos

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7 de jun de 2016

Poetizar

Poeta sem causa
Já fui louco, obcecado
Poeta posessivo, obssessivo
Obstinado

Era poeta por causa
Poetizar o que não versava
Apenas poetar

Poeta até que encontrei causa
Encontrei rima
Meu verso

Uma métrica às minhas causas
Pois poeta sem causa
Não tem poesia

Lhe falta expressão
É poesia senil
Falta paixão

Em doses homeopáticas de você
Dominicais por tradição
Diárias, se fosse uma opção

Formamos verso
E em tão poucos, até então
Se vêem cheios de rima no olhar

Versos a se invejar
E uma estrofe inteira
Ao se beijar.

Por Vitor C. Ramos

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5 de mai de 2016

Eterno Vendaval

Faço do meu beijo
Alegoria...

Em tuas nuances, vivo perdido
Não sei se lhe beijo
Ou lhe deixo acalmar.
É sempre um mar a desvendar...

É feito um vendaval!
Arrasta, derruba e leva embora.
E depois é calmaria
Aquele olhar sereno
Que pode durar a eternidade afora

Eu amaria a eternidade!

Me perderia em seu respirar profundo
Sentindo seu peito esvaziar
E se encher novamente, pronto pra amar
Num silêncio que acolhe a alma.

Meu corpo estremece em sua falta
Esfria em saudade
Aquece em lembranças

Havendo um mar para atravessar
A distancia
Derivando em nossas lembranças
O cheiro em minhas roupas
E a memória do seu olhar.

Por Vitor C. Ramos

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29 de jan de 2016

Cegueira

Antes de saber o que buscar
Me perdi em um mar de estátuas

Nem mesmo sabia aonde estar
E a cegueira tomou o meu lugar

Minha alma mergulhou em ilusões
Repletas de nuances

Uma trilha em roseirais

Uma completa confusão
Cada passo que eu dava
Mais falso me tornava

E mais eu me feria.

Sem ver nada além,
do que o mundo me mostrava

Sem saber o que procurava...

Hoje acordei, com a visão posta em seu lugar
Posto ao pé de um precipício

Ao fim da queda
O sonho enfim!


No fim.

Por Vitor C. Ramos

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A Noite

E num punhado de suspiros
Todos feitos num só tom

Hesitava em seu olhar
Perdendo-se ao admirar
Enquanto ela se punha incerta de seus encantos

      Perto dali
      Um bocado de mosquitos
      Recolhidos ao alçapão
      Certos do vosso banquete

E num suspiro
Ao vento largou seu tormento

No peito,
Desfez todo o desalento
Num único momento

No excesso do olhar

Por Vitor C. Ramos

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20 de out de 2015

Dilúvio

Eu sabia do clichê
E ainda assim, resolvi...

Aguardei abrir pra passar.

Será que demora?
Como a maré,
A encher o mar.

Será...?

Que manhã é essa?
Que vem Sol,
E o frio ousa ficar.

Será que era verdade,
Você não vai me esperar?

Resolvi fazer café...
Me esquentar,
Sentei pra descansar.

Será mesmo...?

Não acredito!

Seria esse o fim do nosso amor?
Um lugar-comum à dor,
Ou o mundo a se acabar.

Parei pra pensar.

Será que era isso que dizia na carta?
Borrões que não pude decifrar,
Palavras que a chuva resolveu apagar!

Será?

Aguardei abrir pra passar?
Secar,
E molhar outra vez!


Por Vitor C. Ramos

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29 de mai de 2015

Foda-se

Foda-se o sarau
Teu lugar
É no meu lugar

Azar do seu desejo
Que deseja ficar
Mas quem manda no querer

Querer ficar
Queria estar
No teu lugar

Recitar um par de poemas
De letras, rimas e dilemas
Expressar o desejo que está a me governar

Dialogar sem verbalizar
Encher a boca em teu olhar
Encher um poema de nós

Encher um pouco de mim
De você
Um pouco de cada ser

Foda-se o que forem pensar
Meu desejo é estar em qualquer lugar
Que você desejar

Por Vitor C. Ramos

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