27 de set de 2014

Antes que...

Embriaga-me o silêncio
O sabor do proibido

Silencia-me a sombra
Teus beijos me assaltando o sossego
Não é só de seus olhos que se faz poesia

As gotas na janela
No escuro
Toda nossa juventude
A nos maltratar

Socorro!

Mais uma vez
Antes que...

Por Vitor C. Ramos

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10 de ago de 2014

Loki

Lúcido
Olhando o luar
Ruir em cor

Deixa vir
Com sua dor
Ruir por amor

Lúdico
O humor de Loki
Rindo em desamor

Rindo a custa de dor
Regozijando
A cada lágrima de horror

Por Vitor C. Ramos

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29 de jun de 2014

Marear

Vinha onda
Doce
Águas verdes do mar
Veio a noite
Afogar

A pupila salta
Congelada
A face pálida
Fazendo lápide
Castelos de areia

Esperando maré alta
Me levar
Às ondas verdes do mar
Morri de amar
Morri no mar

Por Vitor C. Ramos

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12 de mai de 2014

Alar

Ei de estar
Ao lugar que deveria estar

Alar os beijos
Presos a boca

Unir meu verso
Ao teu inverso

Minha noite
Meia noite

Alar o verbo
Ao pronome do teu encanto

Elar teu eu
Ao ser meu

Fazer meu verso
Teu universo

Por Vitor C. Ramos

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Insentido

Sem saber se há
Sem saber haver

A ver
Se foi

Sem se despir
A noite

Nem fez,
Sendo nada,
Sentido algum

Sentindo algum,
Nada!
Por outro haver

Talvez eu seja teu,
Louco
Por dizer

Por saber,
Por querer,
Ter!

Por Vitor C. Ramos

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4 de mai de 2014

Cuidador

Cuida quem?
De quem?
Cuidou?

Cuida dor
Dor de quem?
Que dor?

Dor de cuidador
Que cuida sem ter dor
Cuida sem ter

Tem dor
Mas não quem cuide
Ninguém

Cuidador
Cuida
Se cuida!

Por Vitor C. Ramos

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14 de abr de 2014

Nonsense

Preciso
Precisar
Precioso
Um dia novo
Um dia
Ocioso

Invadiu
Por um momento
Breve
Próximo distante
Nonsense
Pensamento

Preciso
De novo
Teu riso bobo
Fogoso
Preciso
Precioso

Adormecer ao tempo
Amanhecer
Sob o Sol raiando
Aquecer a relva
Com nosso corpo
Nosso amor
Incompreensível

Nonsense
Feito
Eu e você
Feito o desejo
Preciso
Precioso
Você

Por Vitor C. Ramos

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2 de abr de 2014

Sabiá-Sol

Sabiá cantando
Sol raiando
Via a Lua mergulhar

Sabiá reinando
Sol baixando
A Lua a repousar

Sabiá em Sol
A Lua só
Sabiá

Por Vitor C. Ramos

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20 de mar de 2014

Mortiço

Grosseiro
Canibal
Amor carniçal

Ensombrado
Animal
Açucarado gosto visceral

Com garras por minhas costelas
Minha vida
A um palmo da extinção

Teu sopro abafado
Embaçando o vitral
Veio suceder teu prognóstico final

Assim foi...

Final
Acabou a um palmo da noite que nos restou
A ponta do dedo que não alcançou

A ponta do Sol que despontou
Veio expurgar
Corações 
abastados
Ao fim daquele mortiço bacanal

Por Vitor C. Ramos

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29 de jan de 2014

Se foi...

quando era,
já foi!

se perdeu,
e ninguém viu.

se viu,
afundou!

enquanto esperava,
rumando ao mar...

Naufragou,
empacou,
afundou,
encharcou,
padeceu,
sumiu!

Se foi!

Ninguém viu.

Por Vitor C. Ramos

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Olimpo

Sentado em frente ao Paraíso
Senti um desejo incoerente, arrebatador
O sopro salgado do mar
Teu vulto molhado
Emergindo pelo olhar

O vento uivava
Cantando ao ar
Soprando teu cheiro
Doce perfume
Abafando a nuvem negra de pesar

Caminhava serena, como se o tempo
Jamais fosse acabar
Como se cada segundo fosse um gota do mar
Como se o ponteiro, a esperasse respirar

Aproximava-se
Esvaziou meu olhar
Meu orgulho
Me fez respirar
Enquanto Hades punha-se a chorar

Era tanto seu encanto
Que a Lua
De inveja encheu o mar
E o Sol se pôs em outro lugar
Enquanto o mundo rugia ao passar

Tamanha graça
Nem Afrodite
Deusa do amor, da beleza e da sexualidade
Ousou contestar

Aproximando-se dos pés do Olimpo
Fê-lo deturpar
Causou furor
Fê-lo ruir

Olimpo veio abaixo
Tamanho era o poder do teu olhar

Por Vitor C. Ramos

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28 de jan de 2014

Destempo

Garoto
Meio adulto
(jovem astuto)
Cansou
Sentou em meio a toda aquela balburdia
esperando...

Um tanto de tempo passou
Tempo que a vida não espera
Um tanto que seca
O olhar
Também secou o mar

Perdeu-se o tempo
A mocidade
A indecente inocência
Cansou
O doce olhar
Amargou

Uma lágrima
Fermentando ao Sol
Engasgando o sal
Tanto salgou
Secou
Se perdeu pelas entranhas

E de meio
Logo veio todo
Ao próprio fim
Destempo do seu próprio tempo


Por Vitor C. Ramos

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