31 de ago de 2011

Se faltei

Se faltei
Um tempo
Faltaram-me as palavras
Faltou falar
Sair
Beijar
Viver

E a noite veio
No escuro do teu olhar
Me falar
Eu precisava amar
Mesmo que só fosse meu
O amor desse amar

Amanhã vou ao mar
E longe deste lugar
Afogar o tempo que passou
Que fiz em vão
Passar sem nada para recordar
Sem amor
Para amar

Por Vitor C. Ramos

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Voar

Persegui
Com o olhar
O farfalhar de asas
Inconstantes
Em trajetória no ar
A beleza
Leveza que mal se vê
Beijar
O escuro luar
O mal que se vê
Que mal se vê
Voar

Por Vitor C. Ramos

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Inusitado

Inusitado
Viu o olhar
Se revoltar contra ele
Pra que foi inventar
Amar e inamar assim
Como se o inamável fosse gostar

Inusitado
Seria o inamável
Inventar de amar
Animar o inamado
E amar
Como amou o inamado
Ao inventar
O inamável
Amar

Inusitado foi que ao se acalmar
Já não doía mais tanto
Quanto doía quando
Foi inventar o inamável para amar
A cabeça volta pro lugar
E não existe mais
Ninguém pra se amar
Continua então
Inamável
Inanimável

Por Vitor C. Ramos

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29 de ago de 2011

Inamável

Talvez queira amar
O inamável
Que acabei de inventar
Para amar
O amável

Amar o inamável
Que seria
Imóvel
E inanimável
Quero dizer
Inanimado
E inamável

Inventei tudo
Por um pouco de
Amor
Que também seria inamado
Inanimado
Inamável

Ah quanto amor
Desamor, que dói feito inamor
De quem não ama
De quem ama desamar
Inamáveis

Por Vitor C. Ramos

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Nada

Me deixou
De corpo servido de nada
De nada adiantava
Chamar pela amada
Era apenas
Um reflexo na água
Reflexo de nada
Um beijo que ao vento deixava
Um suspiro que por ninguém
Ecoava

Refleti
Sobre nada
Esperando a mágoa
Nadar para a margem
Saltar sobre mim
E afogar minh'alma
Amada
Por nada

Por Vitor C. Ramos

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Gente

Frente a frente
Com o diabo da gente

Vendo a ponta da faca
No olho da gente

Gente inocente
Gente indigente

Gente que mente
Gente que sente

Gente que com medo dorme
No tempo

Gente que morre
De medo
De gente
Da gente

Por Vitor C. Ramos

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Sereno

Passou ano
Noite
Que o silêncio
Que hora serenava
Em pleno sereno
Agradável silêncio
Sussurrando
Questionando
Por que?

Era o silêncio do teu respirar
Sussurros
Entre frases
Me questionando, embriagados
Por motivos
Que não haviam

No entre fraseado do teu respirar
O sereno orvalhando
Ilustrando o olhar
A alma deleitar
Deitemos sobre nós
E esquecemos
Das dores do peito

Por Vitor C. Ramos

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