21 de nov de 2010

Homem natural

Matarei o matado
Morto
Sepultarei o vivo
Vivo como nenhum outro
O homem que vive dentro do caixão
Sou eu?
Não!
Morto e sepultado?
Na verdade
Vivo é, e sou
Somos
Vivo e amordaçado
O homem social
Ressuscitarei o matado
O morto
O homem natural


Por Vitor C. Ramos


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Inação

O tempo passou
E eu mantive meu corpo inerte
Deitado sob tua sombra
Aproveitando do que não é meu
Perdendo o que é
Passou
Nada ficou para juntar
Tudo se foi com a água
Corrente que passa e lava


O relógio falava
Atrasado
Atrasado
Me despertava
E nem me importava
Fiquei ali
Deitado
Esperando o mundo
Cair sobre minha cabeça


Por Vitor C. Ramos


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Que restou?

Mergulhei de cabeça
Na pedra de uma banheira
Nadei debaixo do flamboyant
Bebi da tua lágrima
Doce e púrpura
Escorrendo sob outras nuas
Entre seus quadros
Ouvindo sussurros
De seus lábios
Sorridentes
Suas doces palavras frias
A me cortejar
Morri
Após algumas estações
Acabou
Ficaremos na memória
De quem não conhecemos
Partes pequenas
Ou telas inteiras
Que restou?


Por Vitor C. Ramos


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17 de nov de 2010

Fotografia

Abri a gaveta
A tanto trancada
Esquecida na mesa
De baixo da escada


Bem la no fundo
Havia dobrada
Datada de junho
Sua foto borrada


Apenas seus olhos
Dava pra ver
Bastou um olhar
Pra me revolver


Por Vitor C. Ramos


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16 de nov de 2010

Toda a noite

Hei de querê-la a noite toda
A distância
Para não deixar de querer


Por Vitor C. Ramos


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7 de nov de 2010

Medo de se molhar

Vem pra chuva
Se deixa molhar
Os pés descalços
As pedras soltas pela rua
A vida toda

A procurei antes de gotejar,
Agora choro
Afogarei meu peito
À tempestade
Esfriando nosso coração

Foi medo de ficar
De amar
Medo de se molhar

Eu mesmo cuidei de sofrer
Antes mesmo de ir
Que falta fez você

Não há porque chorar
Se o amor já morreu
Adeus


Por Vitor C. Ramos


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Ao raiar

Apaga a luz
Que a fantasia
Começa quando raia o dia
A madrugada já acabou
Levando meu novo amor
Quisera que não
Mas já acabou
Nosso carnaval

Apaga a luz
Que é quarta-feira
Começa o dia
E o samba canta
Que houve na cama
Que houve a noite toda
Mas já acabou
Nosso carnaval

Por Vitor C. Ramos

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3 de nov de 2010

Máquina de Escrever

Enquanto passam
As paixões
Ficam as palavras ditas
As palavras escritas
Em poemas e canções
As paixões
Meu coração
Cansado de escrever
Cansado de sofrer
Agora vive de ilusões
Meu coração
A máquina de escrever
Já está ficando sem tinta
Então aproveite o refrão
E ouça o que tem meu coração
Pra te dizer
Pois ele é da época de poetas que já eram
Do silêncio
Da paixão na solidão
Palavras que morriam
Em prisões
Sem nunca ver o Sol
Abra seu coração
E deixa eu te dizer
Que me faz viver
Pois há palavras em meu coração
Letras e sons
Poemas e canções
Há muito tempo sem serem ouvidas
Por outros corações
E a máquina de escrever
Pulsa
O pulso do coração
Que passem
As paixões
E fiquem
As letras
Os poemas
As canções
Os versos de meu coração
Até se calar a pulsação

Por Vitor C. Ramos

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Bonita ela é, menina

Menina bonita
Sou apenas um moleque
Mas não me deixe só na saudade
Sua imagem
Passo a passo na areia
O lançar à água
Ah que maravilha
Me alucina
Que moça bonita
Laçou olhares
E meu coração
Sem nome, menina bonita
Paralisa
Passa feito furacão
Mas mais parece brisa
Que quando passa
Refresca o coração
Moça bonita
Vindo do mar
Em minha direção
Me subindo a paixão
Como chama
Ah o calor do verão
Que moça bonita
Medusa com rosto de princesa
Sorriso de vampira
Olhar sedutor
Menina
Bonita
Ah que moça bonita


Por Vitor C. Ramos


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